A águia e a galinha
Certa vez um camponês foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-a no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse o rei (rainha) de todos os pássaros.
Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista: Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia. De fato, disse o camponês. É águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.
- Não! Retrucou o naturalista. Ela é e será sempre águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará voar um dia as alturas.
- Não, não! Insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe: Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não a terra, abra suas asas e voe! A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte. Nesse momento, ela abriu suas potentes asas e ergue-se soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais alto. Voou... voou... até confundir-se com o azul do firmamento.
Irmãos e Irmãs, às vezes nosso estilo de vida nos condiciona a vivermos a quem de nossa potencialidade. Portanto, desperte a águia adormecida que há em ti, levante-se. Dê um salto de qualidade e voe alto. Coragem, força e bom vôo.
(Texto extraído e adaptado)
As palavras são como partículas d'água. Quando as partículas se juntam, formam riachos, rios e potentes cachoeiras! O mesmo acontece com as palavras, quando elas se juntam produzem conhecimento!
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terça-feira, 6 de outubro de 2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
A Experiência de Deus na Revelação Bíblica
Segundo René Latourelle, a revelação ou a Palavra de Deus à humanidade é a primeira realidade cristã: o primeiro fato, o primeiro mistério, a primeira categoria. Toda economia da salvação, na ordem do conhecimento, repousa sobre esse mistério da automanifestação de Deus. A revelação é um mistério primordial, que nos comunica todos os outros, pois é a manifestação do desígnio salvífico de Deus, premeditado desde toda a eternidade e que ele realizou em Jesus Cristo. A revelação é o acontecimento decisivo e primeiro do cristianismo, condicionante da opção de fé, pois, se Deus falou à humanidade e se isso for solidamente comprovado, a opção de fé não será uma opção às cegas, mas uma opção de homem, de acordo com sua natureza de ser inteligente e livre. Revelação, finalmente, é a primeira das categorias que fundamentam toda pesquisa teológica.
De acordo com as explanações do Profo Miquéias em “Introdução a Teologia”, o Deus que se revela é o mesmo que se esconde. É como se Ele brincasse de “esconde-esconde” com o homem. Por não se revelar completamente, não é possível enclausurá-lo. Isso explica o mistério da revelação.
Por se tratar de Revelação Bíblica, a mesma acontece tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Sendo que a revelação do Novo completa à do Antigo. João Ferreira Santos afirma que o Sermão da Montanha (Mateus 7,21) nos mostra que o cumprimento da Lei é a premissa indispensável à salvação. Jesus cumpriu a lei e se tornou Salvador. Partindo dessa compreensão, podemos destacar que a revelação é progressiva, ou seja, ela se manifesta no decorrer da história.
Concluindo, salientamos que A Experiência de Deus na Revelação Bíblica nos possibilita entender que Deus, conforme revelado nas Escrituras e na natureza é o Deus Pedagogo, que pacientemente ensina a verdade a seu povo. Assim, o mesmo Deus criador se torna Deus Salvador e o mesmo Deus Salvador se torna Deus Pedagogo, o Deus que se revela.
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BIBLIOGRAFIA:
LATOURELLE, René. Teologia da Revelação. 3a Edição. São Paulo: Paulinas, 1985.
SANTOS, João Ferreira. A Experiência de Deus Hoje. Recife: 1998
TILLICH, Paul. Teologia Sistemática. 2a Edição. São Paulo: Paulinas, 1987.
WESTERMANN, Claus. Teologia do Antigo Testamento. São Paulo: Paulinas, 1987.
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