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segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O Aconselhamento Pastoral como fonte de Cuidado para pessoas enlutadas


Companheiros, a partir de então iniciarei minha pesquisa monográfica. Apesar da demora, decidi pesquisar sobre esse tema devido ao interesse e a empatia em relação ao Aconselhamento Pastoral. O início de meu ministério pastoral foi marcado por perdas de alguns membros e alguns conhecidos de nossa comunidade. Foram experiências delicadas para um iniciante no ministério!
Com a pesquisa pretendo apontar alguns elementos importantes no desenvolvimento de um Aconselhamento Pastoral saudável aos enlutados.

Referencial Teórico: "Cuidando do Ser" - Albert Friesen

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Hermenêutica do Novo Testamento - Klaus Berger

Nota-se que o período de formação teológica do autor foi marcado pela confrontação entre a obra “Ser e tempo” de Martin Heidegger e a hermenêutica de Rudolf Bultmann. Nesse período o instrumento crítico da reflexão teológica estava voltado para a superação do positivismo.
Klaus Berger destaca que no princípio, não havia demanda de discussão hermenêutica, pois o princípio da suspeita em relação a proposta sistemática abrangente era e é um instinto crítico básico bem acentuado.
A obra em análise tem uma dimensão crítica e distanciada e outra dimensão que trata do envolvimento próprio. Para o autor, a distância crítica não é só o meio e o caminho para definir uma posição na discussão costumeira sobre hermenêutica. Seu conteúdo é totalmente relevante, quando se dá valor a análises e critérios,à simpatia crítica e, tanto quanto possível, ao distanciamento do exegeta em relação a sua própria experiência religiosa.
Berger delimitou sua obra apenas no Novo Testamento tendo em vista que a sua especialização é neotestamentária. Contudo, sua hermenêutica precisa de uma intersecção com o Antigo Testamento. Isso, devido à forte acentuação da individualidade de cada um dos autores bíblicos e a pressuposição básica de que os textos conseguem produzir efeito principalmente devido à junção entre vinculação e estranheza.
De acordo com o autor, de um ponto de partida ético na hermenêutica existem dois sentidos: a) como o etos do exegeta ao realizar o trabalho histórico-crítico propriamente dito e b) como razão, o motivo que leva a inquirir e aplicar um texto ao presente (Para Berger a observação de um texto não se dá por mera curiosidade, mas sim porque se espera ajuda do texto. Por isso, a busca sempre se dá devido a necessidade humana, seja ela material ou espiritual). Diante disso, a tese apresentada pelo autor é: a base para a aplicação da Escritura é a imperfeição e a necessidade provinda de uma prática perturbada.
Em termos sistemáticos Klaus Berger destaca que a percepção de situações na verdade não acontece sem antecedentes, mas pressupõe a educação para a sensibilidade, como ela pode, em parte, muito bem ter sido transmitida no marco da história dos efeitos produzidos pelo cristianismo. Portanto, em todo caso, importante é que quem produz a aplicação não é a leitura da Escritura por si mesma; a aplicação pressupõe, antes, uma percepção sensível da situação.
O autor destaca que a exegese tem função essencial no processo de aplicação dos textos, tendo em vista que ela pode multiplicar consideravelmente o número de aspectos do conteúdo de determinado texto ou trazê-los à luz. Por intermédio da exegese torna-se visível no texto um grande número de, por assim dizer, superfícies cristalinas; ele ganha amplitude e, com isso, toda uma nova dimensão. Além disso, o exegeta tem a missão de tornar manifesta a riqueza do texto.
Para Berger, na hermenêutica, a análise da situação adquire a mesma importância que a análise do texto bíblico. Quanto mais aspectos de um texto me forem conhecidos e quanto mais eu, por outro lado, souber sobre a situação, tanto maior é a probabilidade de que em ambas as margens eu encontre pontos que se encaixam, de modo que o texto possa atuar de modo crítico ou construtivo.
Outra consideração importante feita pelo autor na obra em estudo é sobre a distância crítica que deve ser garantida. Esse amor pela distância poderia ser a tentativa de fazer jus à situação. A questão da distância crítica é sobretudo uma questão de ética. Klaus Berger destaca ainda que existe a problemática do círculo: quem analisa a situação está envolvido nela. Assim sendo, o distanciamento é uma questão melindrosa a ser desenvolvida.
Concluindo, considero as teses do autor importante e necessário para o trabalho hermenêutico. Principalmente nos aspectos sobre a situação dos textos. Isso ratifica as afirmações feitas pelo professor em sala de aula, lembrando sobre a necessidade de conhecer os aspectos econômicos, sociais, políticos, religiosos, culturais e geográficos das regiões que foram o berço no qual os textos nasceram.

Resumo apresentado a disciplina Teologia do Novo Testamento

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

PASTORES E LOBOS

Pastores e lobos têm algo em comum, ambos se interessam e gostam de ovelhas e vivem perto delas. Assim, muitas vezes pastores e lobos nos deixam confusos para saber quem é quem, isso porque os lobos desenvolveram uma astuta técnica em se disfarçar de ovelhas interessadas no cuidado de outras ovelhas. Parecem ovelhas, mas são lobos. No entanto, não é difícil distinguir entre pastores e lobos. Cabe a cada um de nós exercitarmos o discernimento pra descobrir quem é quem. Pastores buscam o bem das ovelhas, os lobos buscam os bens das ovelhas. Pastores gostam de convívio, lobos gostam de reuniões. Pastores vivem a sombra da cruz, os lobos vivem à sombra dos holofotes. Pastores choram por suas ovelhas, lobos fazem as suas ovelhas chorar. Pastores têm autoridade espiritual, lobos são autoritários e dominadores. Pastores têm esposas, lobos têm coadjuvantes. Pastores têm fraquezas, lobos são poderosos. Pastores olham nos olhos, lobos contam cabeças. Pastores apaziguam as ovelhas, lobos intrigam. Pastor tem senso de humor, lobo você tem que levar a sério. Pastores são ensináveis, lobos são donos da verdade. Pastores têm amigos, lobos têm admiradores. Pastores se extasiam no ministério e lobos aplicam técnicas religiosas. Pastores vivem o que pregam, lobos pregam o que não vivem. Pastores vivem de salários, lobos enriquecem. Pastores ensinam com a vida, lobos pretendem ensinar com o discurso. Pastores sabem orar no secreto, lobos só oram em público. Pastores vivem pra suas ovelhas, lobos se abastecem de suas ovelhas. Pastores são pessoas humanas, reais, lobos são personagens religiosos, caricatos. Pastores vão para o púlpito, lobos vão para o palco. Pastores são apascentadores, lobos são marqueteiros. Pastores são servos humildes, lobos são chefes orgulhosos. Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas, lobos se interessam pelo crescimento das ofertas. Pastores apontam para Cristo, lobos apontam para si mesmo e para a instituição. Pastores são usados por Deus, lobos usam as ovelhas em nome de Deus. Pastores falam da vida cotidiana, lobos discutem o sexo dos anjos. Pastores se deixam conhecer, lobos se distanciam e ninguém chega perto. Pastores sujam os pés nas estradas, lobos vivem em palácios e em templos. Pastores alimentam as ovelhas, lobos se alimentam das ovelhas. Pastores buscam a discrição, lobos se auto-promovem. Pastores conhecem, vivem e pregam a graça, lobos vivem sem a lei e pregam a lei. Pastores usam as Escrituras como texto, lobos usam as Escrituras como pretexto. Pastores se comprometem com o projeto do Reino, lobos têm projetos pessoais. Pastores vivem uma fé encarnada, lobos vivem uma fé espiritualizada. Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem adultas, lobos perpetuam a meninice espiritual. Pastores lidam com a complexidade da vida sem respostas prontas, lobos lidam com técnicas pragmáticas com jargões religiosos. Pastores confessam seus pecados, lobos expõem os pecados dos outros. Pastores pregam o evangelho, lobos fazem propaganda do evangelho. Pastores são simples, comum, lobos são vaidosos e especiais. Pastores têm dons e talentos, lobos têm cargos e títulos. Pastores são transparentes, lobos têm agenda secreta. Pastores dirigem igrejas que são comunidades, lobos dirigem igrejas que são empresas. Pastores pastoreiam as ovelhas, lobos seduzem as ovelhas. Pastores trabalham em equipes, lobos são prima-donas. Pastores ajudam as ovelhas a seguirem livremente a Cristo, lobos geram ovelhas dependentes e seguidoras dele. Pastores constroem vínculos de interdependência, lobos aprisionam em vínculos de co-dependência.
Os lobos estão entre nós e é oportuno lembrar do aviso de Jesus: “guardai-vos dos falsos profetas, quem vem a vós disfarçados de ovelhas, mas interiormente são devoradores vorazes”.

Autor: Pr. Osmar Ludovico

Iº Seminário de Diaconia


Aconteceu nos dias 11 e 12 de setembro na Primeira Igreja Batista em Valença o primeiro Seminário de Diaconia. O seminário teve como tema: "Mobilizando a Igreja para o cumprimento da Missão Integral".

Durante o Seminário o Diácono Aurélio este pregando sobre a temática, desafiando a Igreja quanto a necessidade do cumprimento da Missão Integral.

sábado, 10 de julho de 2010

Afinal, aonde Vamos parar?

O Brasil inteiro foi surpreendido pelo caso do goleiro Bruno, suspeito de arquitetar e encomendar o macabro assassinato de sua ex-mulher a Eliza Samudio. As investigações avançam, e com elas aumentam as chances do goleiro passar de acusado para indiciado.

A partir dos vídeos gravados por Eliza dias antes da execução, dizem que o goleiro Bruno obrigou sua ex-mulher a abortar a criança. Inclusive violentou a mesma, obrigando-a a ingerir líquidos estranhos, que provavelmente tenham sido substâncias abortivas. A princípio, conclui-se que o goleiro Bruno não queria pagar a pensão alimentícia para o filho, e após algumas negociações frustradas ele encomendou a execução de Eliza.

E o pior, na verdade o crime foi praticado por uma quadrilha formada por gente de todo tipo, de menor a adulto, de gente famosa a anônima, de bandido a ex-policial civil, auxiliados por cães ferozes. Talvez, para não menosprezar os pobres cães que foram criados para tal fim, seria mais justo afirmar que era uma quadrilha de cães.

Após a mídia apresentar as probabilidades de como teria acontecido o crime (lembrando que as investigações ainda estão a todo vapor), algumas perguntas invadiram minha mente. O que levaria uma pessoa que tem dinheiro, sucesso e fama a cometer tamanha atrocidade? Onde estava à razão, a consciência do goleiro Bruno nos momentos em que foi planejado e executado o crime? Uma pessoa dessa tem “coração”?

Tentando responder as perguntas que me inquietaram, lembrei-me do primeiro homicídio da história da humanidade, quando Caim matou Abel. No livro de Gênesis no capítulo 4 e versículos 6 e 7 Deus disse para Caim: “Por que andas irado, e por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo”.

O pecado está a nossa porta, mas nós decidimos se ele entrará ou não. Todo indivíduo dotado de sã consciência deve ser responsabilizado por suas ações e por suas práticas. Não podemos transferir suas ações atribuindo-as a fatores sobrenaturais ou anormais. É evidente que a responsabilização dos atos não que dizer condenação eterna. Devemos acreditar na mudança das pessoas, a final, é nesse momento que entra a ação do Espírito Santo de Deus, convencendo o indivíduo do pecado, da justiça e do juízo.

Retomando o texto de Gênesis, fica a pergunta: Se não conseguirmos dominar o nosso instinto e a nossa inclinação para o pecado, aonde vamos para? Será que podemos nos animar como sociedade?

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Um pequeno extra

A Bíblia conta a história do homem que recebeu a incumbência de encontrar uma esposa para o filho do seu patrão. Naquela época a escolha dos cônjuges dependia menos das atrações e do romance e mais do caráter e das perspectivas de futuro. Por esta razão os pais escolhiam com quem seus filhos se casariam, acreditando que os jovens não eram tão capazes de enxergar o essencial nos seus pares. Bem, mas lá se foi o homem em busca de uma mulher especial para o filho especial do patrão especial. Sua tarefa era desafiadora. Ele não podia se dar ao luxo de errar.
Diante de tamanha responsabilidade, o homem se pôs a pensar numa lista de pré-requisitos que uma mulher deveria preencher para ser a escolhida. Imagino que deva ter pensado muito e até mesmo consultado a Deus para definir seus critérios. Mas, estranhamente, sua lista constava de apenas um item e, portanto, não era uma lista.
Imaginando uma longa jornada, levou consigo dez camelos carregados de mantimentos e presentes, além dos dotes para o pai da mulher que fosse escolhida. O homem escolheu ficar próximo à fonte onde as mulheres buscavam água, e fez daquela fonte uma passarela onde as candidatas desfilavam sem saber que estavam sendo observadas. Para cada mulher que se achegava à fonte ele pedia um pouco de água. Seu plano era escolher para esposa do filho do patrão a mulher que não apenas lhe atendesse, mas também que desse de beber a todos os seus dez camelos.
Critério simples: pessoas especiais fazem o que é necessário, e não apenas o que lhes é solicitado. Alguém já disse que a diferença entre pessoas boas e pessoas excelentes é "um pequeno extra": meia hora a mais de leitura, um quilômetro a mais na caminhada, um cliente a mais visitado, uma revisão a mais na matéria, uma verificação a mais no pára-quedas, uma conversa a mais com o filho, um beijo a mais no cônjuge, uma oração a mais no dia, isto é, apenas um pequeno extra.
A geração preguiça, a companhia dos acomodados, o bloco dos indolentes, a trupe dos encostados, os adeptos da lei do menor esforço, deveriam fazer um cursinho com aquele homem da Bíblia, pois os que estão dispostos a um pouquinho mais acabam chegando mais longe, se tornando pessoas melhores e sendo mais úteis. E graças a Deus não conheço ninguém que viaja acompanhado de "dez camelos". Se bem que tem gente que viaja com cada bicho...


© 2006 Ed René Kivitz

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A Aguia e A Galinha - Leonardo Boff

A águia e a galinha
Certa vez um camponês foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-a no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse o rei (rainha) de todos os pássaros.
Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista: Esse pássaro aí não é galinha. É uma águia. De fato, disse o camponês. É águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.
- Não! Retrucou o naturalista. Ela é e será sempre águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará voar um dia as alturas.
- Não, não! Insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe: Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não a terra, abra suas asas e voe! A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte. Nesse momento, ela abriu suas potentes asas e ergue-se soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez mais alto. Voou... voou... até confundir-se com o azul do firmamento.
Irmãos e Irmãs, às vezes nosso estilo de vida nos condiciona a vivermos a quem de nossa potencialidade. Portanto, desperte a águia adormecida que há em ti, levante-se. Dê um salto de qualidade e voe alto. Coragem, força e bom vôo.
(Texto extraído e adaptado)